Registro de Marca

Registro de Marca no INPI: Por Que Ter CNPJ Não Garante que a Marca é Sua

· Por Ana Clara Pacheco · ~4 min de leitura

Parece estranho perguntar isso para quem já tem CNPJ, já posta nas redes, já atende clientes com aquele nome. Mas ter uma marca é diferente de ser dona dela. É aqui que mora um dos erros mais comuns entre quem está estruturando o próprio negócio.

Ter CNPJ não significa que a marca é sua

No Brasil, é preciso registrar a marca no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) para ter o direito de usar aquele nome com exclusividade em todo o país.

O CNPJ formaliza a empresa perante a Receita Federal. Ele garante que o seu negócio existe legalmente. Mas não garante que ninguém mais pode usar o mesmo nome que você escolheu, criou e construiu.

São coisas diferentes, e é exatamente essa confusão que deixa muita gente vulnerável sem perceber.

Para que serve, na prática, esse registro?

O registro no INPI serve para garantir exclusividade de uso do nome, o poder de impedir que outras pessoas copiem a sua marca e um detalhe que pouca gente lembra: marca registrada vira patrimônio.

Isso significa que ela pode ser licenciada, vendida e ainda valorizar o seu negócio como um todo. Uma marca registrada deixa de ser só um nome no Instagram e passa a ser um ativo com valor de mercado.

E se eu não fizer esse registro?

Sem o registro, alguém pode protocolar a sua marca antes de você.

E aí o nome que você criou, divulgou nas redes e colocou no seu negócio pode precisar ser trocado às pressas, depois de já ter clientes, seguidores e reputação construída em cima daquele nome. É o tipo de situação que dá para evitar, mas que, quando acontece, custa tempo, dinheiro e um recomeço que ninguém pede para ter.

E o que eu posso fazer agora?

O primeiro passo é a busca de anterioridade no INPI. É ela que mostra se o nome do seu negócio está disponível antes de você continuar investindo numa marca que talvez já tenha dono. E para dar esse passo com mais segurança, vale caminhar ao lado de quem entende do assunto.

Ana Clara Pacheco

Advogada empresarial (OAB/MA 31.135), pós-graduada em Direito Empresarial pela FGV/SP. Atende clínicas, consultórios e profissionais autônomos que querem construir uma atuação protegida, sem juridiquês.

Quer conversar sobre isso?

Se esse tema tocou em algo do seu negócio, será um prazer entender o seu momento e ajudar a dar o próximo passo.

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